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sábado, 4 de julho de 2009

Leitura: A menina que roubava livros

Olá amigos do SCB! Hoje, na nossa seção de literatura, falaremos sobre o best-seller e ótimo “A menina que roubavas livros”, do escritor australiano Markus Zusak. Realmente é um livro como poucos. A história, ambientada na Alemanha Nazista entre 1939 e 1943, mostra um outro lado do povo alemão. O lado oprimido. Narrada pela própria Morte, e vista sobre os olhos de uma menina órfã, a cada página o leitor se delicia e se emociona com a história de Liesel Meminger. Muito bem escrito, a leitura em nenhum momento se torna monótona ou chata. O leitor se vê preso ao mundo que ao mesmo tempo é bruto e belo, algo que apenas os seres humanos podem proporcionar, fato que assombra a própria Morte. Se procura um excelente livro, leia “A menina que roubava livros”. Apesar do tom pesado e triste que segue o conto do começo ao fim, não é uma tristeza que o deixará se perguntando com o sentido de todo aquele sofrimento, de todo aquele ódio, mas sim uma tristeza bela, de emoções e sentimentos bons que podem aflorar mesmo nos momentos mais difíceis, como numa Grande Guerra. O amor, a amizade e o companheirismo são constantes em todas as suas 479 páginas, e a em cada uma dessas páginas, você se emocionará, em momentos de tristeza, alegria, de esperança, de desespero, de riso e de lágrimas. Se emocionará com a história de uma menina que foi salva pelas palavras, que teve o seu mundo destruído e seu destino posto ao acaso. Realmente um livro que vale a pena.

“Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A menina que roubava livros, ‘é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e a sua existência humana valem a pena'.

Essa mesma conclusão nunca foi fácil para Liesel. Desde o início de sua vida na Rua Himmel, numa área próxima de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O manual do coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.

E foram estes livros que norteariam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado a Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tardes aplicadas ao contexto de sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vandenburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.

Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Alguns apenas passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outros estão mais perto do que parecem. Mas só quem está ao lado por todas as quase 500 páginas de A menina que roubava livros, só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.”

sábado, 10 de janeiro de 2009

Dicas de uma Boa Leitura!

Pra quem gosta de ler e adora um bom livro, aqui vai uma boa dica: "O Guia do Mochileiro das Galáxias". Escrito pelo ótimo e talentoso Douglas Adams. "O Guia do Mochileiro das Galáxias" é um típico livro de comédia britânico, com seu humor afiado e inteligente. Arthur Dent, um cidadão solitário, escapa da Terra numa nave de demolição de planetas Vogon (raça alienígena extremamente burocrática) com a ajuda de seu amigo Ford Prefect, um alienígena disfarçado de ator desempregado e amigo de Dent, bem no momento em que a própria nave destruía a Terra. Quando descobertos, são jogados a mercê no espaço sideral, mas são milagrosamente resgatados pela nave "Coração de Ouro", sequestrada e comandada por Zaphod Beeblebrox, presidente da galáxia, o qual conta com a ajuda de sua "amiga" Trillian, uma terráquea que fugiu com Zaphod após conhece-lo numa festa seis meses antes da destruição da Terra e que é, aparentemente, a única sobrevivente da Terra além de Arthur. Outro personagem de destaque é o robô maníaco-depressivo Marvin, cujo seu desprezo pela vida só não se compara a sua depressão crônica e sua inteligência. A partir daí, Arthur, Ford, Zaphod, Trillian e Marvin viajam pela galáxia e vivem as mais irreais e inusitadas situação a borda da "Coração de Ouro", movida a um Gerador de Improbabilidade Infinita, e é justamente essas "Improbabilidades" que vão meter nossos heróis nos mais surreais acontecimentos do universo. Assim começa a jornada de Arthur Dente e Ford Prefect pelo universo em busca da Pergunta Fundamental da Vida, do Universo e Tudo Mais, sempre guiados pelos fabuloso e indispensável Guia do Mochileiro das Galáxias!