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sexta-feira, 10 de abril de 2009

História: 97 anos do Naufrágio do RMS Titanic

Olá amigos do SCB! Na próxima quarta-feira (15), o mundo vai estar lembrando de um dos mais trágicos e conhecidos acidentes da histórima marítima mundial: O naufrágio do super-luxuoso transatlântico Titanic. A história foi amplamente abordada e romantizada por vários filmes, peças e musicais, sendo o mais famoso deles o filme Titanic de James Cameron, de 1997, estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Aqui você poderá saber um pouco mais dos fatos que precederem e ocorreram durante aquela trágica madrugada de 15 de abril de 1912.

O Titanic foi um transatlântico da White Star Line, construído nos estaleiros da Harland e Wolff, em Belfast, Irlanda destinado a competir com os navios Lusitania e Mauretania da empresa rival Cunard Line. O Titanic, juntamente com os seus irmãos da classe Olympic, o Olympic e o ainda em construção Britannic (originalmente chamado de Gigantic), se destinavam a ser os maiores e mais luxuosos navios a operar. Os projetistas foram William Pirrie, diretor de ambas as empresas Harland and Wolff e White Star, o arquiteto naval Thomas Andrews, gerente de construção e chefe do departamento de design da Harland and Wolff, e Alexander Carlisle, o projetista chefe e gerente geral do estaleiro do Titanic. Carlise sugeriu que se usasse no Titanic turcos maiores que poderiam dar ao navio um potencial de transporte de 48 botes salva vidas; isso seria o bastante para acomodar todos os passageiros a bordo. No entanto, a White Star Line, concordando com a maioria das sugestões, decidiu que apenas 16 botes salva vidas de madeira (16 sendo o mínimo permitido pelas leis da época, baseada na tonelagem projetada do Titanic) seriam transportados (também havia quatro botes salva vidas desmontáveis) que no total poderiam acomodar apenas 52% das pessoas a bordo.

A construção do RMS Titanic, financiada pelo americano J.P. Morgan e sua companhia International Mercantile Marine Co., começou em 31 de Março de 1909. O casco do Titanic foi lançado no dia 31 de Maio de 1911, e sua equipagem foi concluída em 31 de Março do ano seguinte.

O Titanic tinha 269,10 metros de comprimento e 28 m de largura, uma tonelagem bruta de 46,328 toneladas, e uma altura da linha d'água até o deck de botes de 18 metros. O Titanic continha dois motores de quatro cilindros de expansão tripla, invertido com motores a vapor e uma turbina de baixa pressão Parsons de três hélices. Havia 29 caldeiras alimentadas por 159 fornos de carvão à combustão que tornaram possível a velocidade máxima de 23 nós (43 km/h). Apenas três das quatro chaminés de 19 metros de altura eram funcionais; a quarta chaminé servia apenas para ventilação; foi adicionada para dar ao navio um olhar mais impressionante. O navio podia transportar um total de 3,547 pessoas, entre passageiros e tripulação e, por transportar correio, usava o prefixo RMS (de Royal Mail Steamer), bem como SS (Steam Ship).

Na sua época, o Titanic ultrapassou alguns, mais seriam na verdade todos, porque nada seria igual se fosse diferente, os rivais em luxo e opulência. Ele ofereceu uma piscina a bordo, um ginásio, banho turco, bibliotecas, tanto em relação à primeira e a segunda classe, squash e um tribunal. As salas da Primeira classe eram enfeitadas com detalhes em madeira, móveis e outras decorações caras. Além disso, o Café Parisiênse oferecia cozinha de primeira classe para os passageiros, com uma varanda de por-de-sol equipada com decorações trellis.

O navio incorporou recursos avançados tecnologicamente, para sua época. Tinha um extenso subsistema elétrico alimentado com geradores de vapor para iluminação total do navio. Ele também ostentou dois telégrafos Marconi sem fio, incluindo um rádio de 1500 watts de potência tripulado por operadores de rádio que trabalharam em turnos, permitindo o contacto e à transmissão de mensagens de muitos passageiros.

A VIAGEM INAUGURAL

O navio começou a sua viagem inaugural de Southampton, na Inglaterra, com destino a cidade de Nova York, Nova York, na quarta-feira, 10 de Abril de 1912, com o Capitão Edward J. Smith no comando. Tal como o Titanic deixou seu cais, ele provocou a aproximação do SS New York, que estava ancorado nas proximidades, rompendo suas amarras e quase se chocando com o navio, a tempo de os rebocadores retirarem o Titanic do canal. O acidente atrasou a partida em uma hora. Depois de atravessar o Canal da Mancha, o Titanic parou em Cherbourg, França, para pegar mais passageiros e parou novamente no dia seguinte em Queenstown (hoje conhecida como Cobh), na Irlanda, antes de prosseguir para Nova Iorque com 2,240 pessoas a bordo.

Algumas das mais proeminentes pessoas em todo o mundo foram viajar em primeira classe. Estas incluíam milionário John Jacob Astor IV e sua esposa Madeleine Force Astor; o industrial Benjamin Guggenheim; Isidor Straus proprietário da Macy's e sua esposa Ida; a milionária de Denver Margaret "Molly" Brown; Sir Cosmo Duff Gordon e sua esposa couturiere Lady Lucille Duff-Gordon; George Elkins Widener e sua esposa Eleanor; John Borland Thayer, sua esposa Marian e seu filho de dezessete anos de idade, Jack; o jornalista William Thomas Stead, a Condessa de Rothes; presidenciais aide Archibald Butt; a autora e socialite Helen Churchill Candee; o autor Jacques Futrelle e sua esposa May, e os seus amigos, os produtores da Broadway Henry e Irene Harris; a atriz de filme mudo Dorothy Gibson, e outros. Também viajaram na primeira classe o diretor da White Star Line, J. Bruce Ismay que surgiu com a idéia do Titanic e o projetista do navio Thomas Andrews, que estava a bordo para observar eventuais problemas e avaliar o desempenho geral do novo navio.

O NAUFRÁGIO

Ao anoitecer de 14 de Abril, o Comandante Smith mandou reforçar a vigia no mastro de proa (frente do navio), e fornecer binóculos. Esses equipamentos não foram encontrados e os vigias tiveram que fazer o seu trabalho apenas com a sua visão. O Comandante Smith retirou-se para os seus aposentos e deixou no comando na ponte o Segundo Oficial Charles Lightoller, que mais tarde foi substituído pelo Primeiro Oficial William Murdoch. A noite estava fria e calma, sem ondulação e sem vento. Somente a luz das estrelas e do Titanic iluminavam a escuridão. Às 22h30, a temperatura da água do mar era gélida, cerca de 0,5º abaixo de zero, o suficiente para matar por hipotermia uma pessoa em apenas vinte minutos.

Às 23h40, os vigias do mastro, Frederick Fleet e Reginald Lee, avistaram uma sombra mais escura que o mar à frente. A imensa sombra cresceu rapidamente e revelou ser um imenso iceberg na direção do navio. Imediatamente o pânico deu lugar aos reflexos e Fleet tocou o sino de alerta do mastro três vezes e ergueu o comunicador para falar com a Ponte de Comando. Preciosos segundos se perderam até que o comunicador foi atendido pelo Sexto Oficial Paul Moody onde Fleet gritou "Iceberg logo à frente". O Primeiro Oficial que ouvira e vira a imensa massa de gelo na direção do navio, entrou na ponte de comando. Gritou, ordenando ao timoneiro Robert Hitchens "tudo a estibordo", e à casa de máquinas, "máquinas a ré toda a força". Na ponte de comando e no mastro de proa, os tripulantes observaram inertes o imenso iceberg vindo em rumo de colisão.

Na casa das máquinas, a correria foi grande. O vapor que estava a ser enviado para os motores tinha de ser fechado, a fim de parar os pistões. Nas salas de caldeiras, os carvoeiros tiveram que parar de alimentar as fornalhas e abrir os abafadores das caldeiras. Quando os enormes pistões estavam quase parados, uma alavanca na base dos motores fora acionada para reverter os giros das hélices centrais, e então as válvulas tiveram que ser novamente acionadas para libertar o vapor para entrar nos motores que começaram a girar no sentido inverso. A hélice central assim que fora acionado o reverso dos motores parou de funcionar, pois este não era acionado pelos motores do navio, mas por uma turbina que era alimentada pela sobra do vapor dos motores.

A proa do navio começa a deslocar-se do Iceberg, e 47 segundos após se ter visto o Iceberg, não se consegue evitar a colisão. Esta ocorre às 23h40, na Latitude 41º 46´N e Longitude 50º 14´W. Arestas do Iceberg colidem com o casco do navio, fazendo com que se soltem os rebites entre as placas de aço, resultando em pequenas aberturas no casco, tendo sido afetados mais de noventa metros de casco deixando abertos os 5 compartimentos estanques. Apenas 20 minutos depois, o convés já tinha começado a inclinar-se.

O vigia Fleet baixa-se no ninho da gávea do mastro de proa e sente o navio tremer e pedaços de gelo são arremessados ao convés da proa. O navio todo treme e na ponte de comando o oficial Murdoch aciona imediatamente o encerramento das portas estanques. Nos porões de carga do navio, a água jorra com imensa força. Seguiu-se então um estrondo e a água do mar rompeu por toda a lateral da sala de caldeiras número seis. As primeiras vítimas foram cinco operários que lutavam para manter seguras as correspondências na sala de correios inundada logo após a colisão. Morreram todos afogados tentando salvar as cartas que rumavam para a América a bordo do navio.

Com o abanão provocado pela colisão, muitos passageiros acordaram. O Comandante Smith dirigiu-se imediatamente para a ponte de comando e foi informado do ocorrido. Ordenou imediatamente a paragem total das máquinas. Com a paragem das máquinas, um barulho ensurdecedor é ouvido na área externa do navio, devido à grande quantidade de vapor expelido.

O Comandante Smith chamou o Engenheiro-chefe, Thomas Andrews, e solicitou um exame das avarias. Após alguns minutos, Andrews selou o destino do Titanic dizendo: "O navio vai afundar, temos menos de duas horas para evacua-lo". Bruce Ismay, Presidente da White Star Line e o Comandante Smith mostraram-se incrédulos com o relato. "O Titanic não pode afundar" - menciona Ismay - "é impossível ele afundar". Haviam sido atingidos 5 compartimentos estanques. Com quatro compartimentos, o Titanic ainda conseguiria flutuar, mas o peso de cinco compartimentos cheios de água a proa inundaria, fazendo com que a água atravessasse para os outros compartimentos, por cima das portas estanques. A água do sexto compartimento passaria para o sétimo compartimento, depois para o oitavo compartimento, e assim por diante.

Por volta das 0h01 do dia 15 de Abril, o Comandante Smith dirige-se à cabine de telégrafos e solicita para que os operadores do turno, Jack Phillips e Harold Bride, enviem a posição do navio junto com um pedido de ajuda. "SOS. Abalroamos um Iceberg. Afundamento rápido. Venham ajudar-nos". Foi a primeira vez que o sinal internacional de SOS por rádio , foi utilizado num acidente, pois o primeiro navio a enviar um SOS foi o Arapahoe em 1909 quando se encontrava perdido. O navio de passageiros Carpathia, da "Cunard Line", estava a quatro horas de distância do Titanic. Foi o primeiro a acorrer ao local. O rádio operador do Carpathia antes de ir dormir, efetuou uma última verificação às comunicações e captou a mensagem do Titanic. Próximo ao Titanic, havia um navio que era visível, possivelmente o SS Californian. O seu telegrafista não recebeu os pedidos de ajuda, pois acredita-se que estava dormindo. Não era comum manter telegrafistas trabalhando durante a noite. Após o desastre do Titanic isso tornou-se obrigatório.

Às 0h05, o Comandante Smith reuniu os oficiais e informou-os do ocorrido. Solicitou que os passageiros fossem acordados e que se dirigissem ao convés onde se encontravam os botes salva-vidas para serem evacuados. Sabiam que o número de botes era suficiente para apenas pouco mais da metade das pessoas a bordo, mas mesmo assim pediu para não haver pânico. Os empregados começaram a passar de cabine em cabine na primeira e segunda classes, acordando os passageiros, solicitando para colocarem os coletes salva-vidas e para que se dirigissem para o convés dos botes imediatamente. Enquanto isso, os passageiros da terceira classe permaneciam reunidos e trancados no grande salão da terceira classe junto à popa (parte de trás do navio). Muitos passageiros revoltaram-se, e alguns aventuraram-se pelos labirintos de corredores no interior do navio para tentar encontrar outra saída. Alguns conseguiram escapar com vida, mas muitos deles acabaram sepultados dentro do Titanic. A evacuação havia sido feita de acordo com as classes sociais a que os passageiros pertenciam, valor até então aceitável.

Às 0h31, os botes começam a ser preenchidos com "mulheres e crianças primeiro". Os primeiros botes foram lançados sem ter a lotação máxima permitida. Lightoller segue com rigor as ordens de embarcar somente mulheres e crianças.Entretanto,a estibordo do navio o Primeiro Oficial Murdock permitia a entrada de homens solteiros e casais nos botes,após a entrada de mulheres e crianças,e fazia os botes descer completamente cheios,mesmo com homens,e por isso,muitos homens que se salvaram devem a sua vida a esse oficial. Alguns sobreviventes relataram que a sensação ao caminhar no convés de botes era como a de estar descendo um monte.

Como o navio que estava próximo não respondia, nem aos sinais do telégrafo, nem aos sinais da lanterna, às 0h45, o Capitão Smith manda que fossem disparados os foguetes de sinalização. É arriado o primeiro bote salva-vidas n.º 7,com apenas 27 pessoas. A fim de evitar o pânico, o capitão solicitou que a orquestra de bordo viesse tocar junto ao convés dos botes para acalmar os passageiros. A tradição diz que a banda foi para o fundo a tocar "Nearer My God to Thee". Segundo o testemunho do segundo operador de rádio, estava a tocar "Autumn", um hino episcopal.

Enquanto isso, Thomas Andrews tenta ajudar do jeito que pode, ajudando os passageiros a porem os coletes salva-vidas, mesmo sabendo que seu esforço não salvará muitas vidas.

Ás 1h25,a inclinação do convés fica maior. Ordens são dadas para que os botes deçam mais cheios.Thomas Andrews,o engenheiro-chefe, ajuda na decida dos botes fazendo com que eles sejam devidamente cheios. A água já atinge o nome do Titanic pintado na proa. O navio começa a se inclinar para bombordo. Andrews é visto pela última vez na sala para fumantes da primeira classe.

Enquanto que nos primeiros botes tinha que se implorar para que as pessoas entrassem, fazendo muitos deles descer praticamente vazios, nos últimos, o tumulto era bem visível. Relatam-se tiros para conter os mais afoitos. Faltando pouco mais de dois botes para deixar o navio, os passageiros da terceira classe são liberados. Restavam apenas esses dois botes e os dois desmontáveis que ficavam junto à base da primeira chaminé. Devido a confusão, Lightoller sacode sua pistola no ar e provalmente atira para manter o controle durante a decida do desmontável ´´D``. A água gélida já invadia os convés, quando os botes desmontáveis conseguiram ser lançados.

Às 2h05, é arriado o último bote salva-vidas, o desmontável "D",com 44 pessoas. Às 2h10, é enviado o último sinal pelos telegrafistas. O Capitão Smith ordena "cada um por si" e não é mais visto por ninguém. Já com a proa mergulhada no mar e a água a atingir o convés de botes, o pânico é geral. Heroicamente, os operários da sala de eletricidade resistem até ao final para manter as luzes enquanto podem. Às 2h18, as luzes do navio falham.

A primeira chaminé, não aguentando mais a pressão exercida sobre ela, tomba n'água, vítimando dezenas de pessoas nos convés e n'água, inclusive, John Jacob Astor IV, homem mais rico do navio. O mesmo acontece com a segunda chaminé. A água gélida avança rapidamente, arrasando tudo o que há pela frente. Muitos são sugados pelas janelas para dentro do navio pela força das águas. A popa do Titanic sobe, mostrando suas imponentes hélices de bronze. O navio parte-se em dois e caem as duas chaminés que restavam. Enquanto a proa submerge, a mesma arrasta a popa, deixando-a na vertical e, segundos depois e totalmente submersa, desprende-se e começa a afundar. Depois a popa flutua por dois minutos e também começa a afundar. Às 2h20 o navio mergulha a pique pelas profundezas do oceano.

Dos botes, os passageiros assistem às sombras do navio afundado para sempre no meio de milhares de gritos de pavor e pânico. Mais de 1.500 pessoas estavam agora lançadas à água congelante. Após a popa desaparecer, alguns segundos de silêncio são seguidos por uma fina névoa branca acinzentada sobre o local do naufrágio. Esta névoa foi provocada pela fuligem do carvão e pelo vapor que ainda havia no interior do navio. O silêncio que parecia imenso deu lugar a uma infinita gritaria por pedidos de socorro. Os que não morreram durante o naufrágio agora lutavam para se manter vivos nas águas, tentando agarrar qualquer coisa que boiasse. Aos passageiros dos botes não restava nada a fazer a não ser esperar passivamente por socorro. Mas um bote não se limitou esperar. O bote número 14 comandado pelo Quinto Oficial Harold Lowe aproximou-se de outro, transferiu os seus passageiros e retornou ao local do naufrágio para recolher alguns possíveis sobreviventes. Praticamente todos já haviam morrido de hipotermia. Apenas 6 pessoas foram resgatadas ainda com vida.

Às 4h10, de 15 de Abril de 1912, o navio Carpathia resgata o primeiro bote salva-vidas. No local, apenas duas dezenas de botes flutuando dispersos entre os destroços. Assim que os primeiros raios de Sol surgiram no horizonte, outros navios começaram a chegar na área do naufrágio. Entre eles, o Californian. Mas nada mais havia a fazer a não ser resgatar os corpos que boiavam. A recolha do último salva-vidas, o desmontável B, que estava virado de cabeça para baixo, aconteceu às 8h30. O Carpathia ruma a Nova York com os sobreviventes pelas 8h50. Das 2.223 pessoas a bordo, apenas 706 foram resgatadas. Mais de 1.500 morreram. Os tripulantes sobreviventes receberam cuidados no American Seamen's Friend Society Sailors' Home and Institute (Lar e Instituto da Sociedade Americana dos Amigos dos Marinheiros), sede da Sociedade Americana dos Amigos dos Marinheiros.

Depois disso, o nome Titanic, ficou como símbolo de uma das maiores tragédias marítimas da História. O Capitão Smith e o engenheiro-chefe Thomas Andrews permaneceram no navio. No entanto, Bruce Ismay, Presidente da White Star Line, embarcou num dos últimos botes que deixou o navio. A sociedade da época nunca o perdoaria por esse feito.

Para a Comissão de Inquérito dos EUA foram 1.517 vítimas, para a Câmara de Comércio Britânica foram 1.503 vítimas, enquanto que para a Comissão de Inquérito Britânica foram 1.490 vítimas. O número da Câmara de Comércio Britânica parece o mais convincente, descontado o fogueiro Joseph Coffy e o cozinheiro Will Briths Jr., que desertaram em Queenstown. Dois inquéritos posteriores viriam a julgar os culpados pela tragédia: um britânico e quatro estadunidenses. Com a perda do Titanic e das centenas de pessoas dessa tragédia, as leis que regiam a construção de transatlânticos foram alteradas. Todos os navios construídos depois do Titanic teriam que ter botes salva vidas para todos a bordo. Os telegrafistas teriam que ficar a trabalhar durante a noite. A Patrulha Internacional do Gelo foi criada para monitorizar, alertar e até destruir Icebergs que viessem a oferecer riscos à navegação.

Hoje, tempos depois, muitos dizem que se os vigias estivessem com seus binóculos e os pistões do navio não estivessem a toda velocidade, o que tornaria a manobra do navio muito mais fácil, a tragédia poderia ter sido evitada. Porém, o pior dos fatos é saber que se o operador de rádio do Californian estivesse acordado ou ao menos tivesse conferido as últimas mensagens antes de se deitar, talvez todas as vidas do navio teriam sido salvas, visto que se acredita que o Californian estava a apenas 1h do Titanic.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Curiosidade e Ciência: Criptozoologia - Fantasia ou Realidade?

Olá amigos do SCB! Dando continuidade a nossa série de matérias sobre curiosidades, apresentamos hoje uma matéria sobre um ramo da ciência pouco conhecido, bem incomum e julgado por muitos como bizarro: a CRIPTOZOOLOGIA. Para quem não sabe ao que se refere ou nem mesmo ouviu falar, a criptozoologia estuda os animais e seres hipotéticos, mitológicos ou supostamente já extintos, como o famoso Pé-grande, as sereias, os dragões, gigantes, elfos, fadas, gnomos, duendes, vampiros, lobisomens, chupa-cabras, abominável homem das neves, Lessie (monstro do lago Ness), entre outros vários. Vale lembrar que como é um ramo científico, seus pesquisadores tentam embasar suas teorias e experiências em dados científicos. Apesar de parecer bastante estranha e sem fundamento real e lógico, a criptozoologia já surpreendeu o mundo científico algumas vezes, ao provar a existência da lula-gigante, do ornitorrinco, do dragão-de-komodo e do celacanto, animais que em tempos passados eram considerados frutos de imaginações e alucinações das pessoas. Um dos fundamentos de estudo da criptozoologia partem de uma relação antropológica, relacionando os mitos e culturas dos povos com o objeto de estudo. A princípio parece ilógico, mas a explicação é simples: partimos do caso dos dragões. Os gregos, os sumérios, os chineses e os povos bárbaros europeus compartilhavam a imagem do dragão, um animal próximo aos répteis que voa pelos ares e em alguns casos solta fogo pelas narinas e focinho. Mas esses povos, numa perspectiva histórica, numa tiveram nenhum tipo de contado. Salvo pequenas diferenças físicas, os dragões estão presentes em várias culturas que nunca foram compartilhadas, e mesmo assim apresentam semelhanças físicas impressionantes. A pergunta é: como conseguiram imaginar figuras tão semelhantes sem nunca terem divido experiências uma com as outras? Os criptoólogos acreditam que esses povos realmente tiveram contato com esses animais e possam ter convivido e supostamente tê-los levado a extinção. Estudos recentes mostraram que do ponto de vista biológico, um organismo com funções semelhantes a de dragões poderiam ou podem existir. Outro caso muito usado são os dos lobisomens. Documentos de ingleses que descobriram a Austrália relatam o medo dos aborígenes da região por um “grande homem”, com garras e cabeça de lobo e uma força descomunal. A mesma história era contada do outro lado do pacífico, nas florestas das Américas, pelos nativos. Na Europa, o lobisomem era uma lenda bastante popular. Salvo que os aborígenes estavam isolados e ainda na idade da pedra, os nativos da América na idade do ferro e os Europeus iniciando a Renascença, é bastante improvável que tivessem ao mesmo tempo essa visão fantasiosa de um homem-lobo. Abaixo você pode conferir alguns casos e seres que são estudados pela criptozoologia.

Anaconda-gigante

Serpente Gigante em que se acredita viver na América do Sul. Provavelmente sua origem vem de jibóias e sucuris anormalmente grandes, que podem chegar de 12 a 15 metros de comprimento.

Chupa-cabras

Animal bípede que sugaria o sangue de animais domésticos. Ficou famoso no Brasil após uma séria de casos atribuídos a ele no interior de Minas, São Paulo, Centro-Oeste e Sul. Virou objeto de estudo mais aprofundado após casos semelhantes serem registrados na Europa, EUA e Austrália.

Serpente do mar

Animais gigantes de corpo alongado que se acredita viverem nos oceanos do mundo inteiro. São provavelmente oscryptids mais conhecidos e muitas teorias já foram criadas para explicar o que eles são, entre elas: mosassauros que escaparam da extinção, cobras marinhas gigantes, enguias gigantes, uma espécie de mamífero marinho alongado parente das baleias ou talvez das focas, etc...

Mothman

O Mothman (Homem Mariposa, Homem Borboleta ou Homem Traça) é uma suposta criatura, que segundo relatos, apareceu em Charleston e Point Pleasant, entre novembro de1966 e dezembro de 1967. Sua aparição está associada ao acontecimento de futuros desastres

Garadiávolo (na foto)

O Garadiávolo é um criatura de existência não provada que causou grande divergências entre os cientistas quanto a sua existência. O explorador Alfredo Garcia Garamendi relatou ter sido atacado por uma destas criaturas em uma Expedição a Porto Rico em 1974. Garmendi teria matado um suposto Garadiávolo anos antes do ataque em Porto Rico. O suposto Garadiávolo foi enviado para Universidade Central de San Juan. Quando a criatura foi devolvida a Gramendi, homens da CIA teriam supostamente confiscado a criatura. Anos depois, Geramendi teria capturado outra criatura que estudou em sua casa e escreveu um livro afirmando que os Garadiávolos vinham de outras dimensões.

Macaco-de-loys

O macaco-de-loys foi uma estranha criatura semelhante a um macaco que foi morta a tiro em 1917 na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia pelo geologista suiço Fançois de Loys. A criatura era semelhante a um homenídeo, não tinha rabo como um macaco, possuía 32 dentes e tinha aproximadamente de 1,60 a 1,65 m de altura.

Existem uma série de outras criaturas que são estudas pela Criptozoologia, entre as quais o unicórnio, o verme de Gobi, o minhocão, as quimeras, o mamute, o tigre dente-de-sabre, o ciclope e muitas outras, além das citadas anteriormente acima. Existem na internet sites especializados e que podem dar ao leitor que se interessou pelo assunto mais e mais precisas informações sobre esse ramo considerado uma “pseudo-ciência” por muitos, mas não menos digna de credibilidade, visto que vários animais estudados anteriormente pelos criptozoólogos tiveram sua existência confirma, principalmente nos últimos 150 anos.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Curiosidades: Se o cinema é a sétima arte, quais são as outras?

Olá amigos! Hoje na nossa seção curiosidades trazemos pra você as outras seis artes das Belas Artes. Afinal, quem nunca escutou a expressão “Sétima Arte” para designar o cinema? Aqui você descobre o significado dessa expressão tão usada pelos artistas e atores.

As outras artes são arquitetura, pintura, escultura, música, literatura e teatro (incluindo a dança). São as chamadas Belas Artes, conceito que surgiu na Europa no final do século XVIII, junto com a proliferação das Academias de Arte, e que designa atividades preocupadas com a criação do belo, independente da sua utilidade prática. Quando, um século depois, as academias se transformaram em Escolas de Belas Artes, a expressão já estava consolidada - então com apenas seis artes. O cinema, inventado pelos irmãos Auguste e Louis Lumière no final do século XIX, é o lanterninha da lista. No início, os filmes eram mais documentais, mas não demorou para que mostrassem que eram uma nova forma de arte. Foram os críticos e teóricos franceses, no começo do século XX, os primeiros a chamar o cinema de "sétima arte".
Hoje, já existem expressões como a “Oitava Arte” para a fotografia e a “Nona Arte” para designar as histórias em quadrinhos e os mangás. A “Décima Arte” seria as produções para TV, mas alguns consideram que esta já estaria implícita dentro das artes teatrais. Os mais modernos e de formação tecno-científica também consideram as plataformas de vídeo-game e computadores como uma Bela Arte, mas as academias de arte ainda mantém suas sete artes intactas. Aí fica a título de cada um: Existem apenas Sete “Belas Artes” ou o mundo moderno de hoje anseia por mais? Fica aí a pergunta!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cinema: As 30 maiores bilheterias de todos os tempos!

Olá amigos! Trazemos hoje as 30 maiores bilheterias de todos os tempos do cinema. Tirando a primeiríssima posição, com o domínio total do fantástico “Titanic”, todos os outros 10 primeiros colocados são filmes de ficção/fantasia, confirmando uma tendência humana ao fantástico. O domínio quase que total desses filmes mostra que eles são os mais rentáveis do mercado. Ultrapassando a marca de mais de 1 bilhão de dólares temos apenas “Titanic”, “O Retorno do Rei” e “Piratas do Caribe – O Baú da Morte”, porém em números totais, ninguém supera a franquia mais lucrativa de todos os tempos: “Harry Potter”, que já arrecadou mais de 4 bilhões de dólares! Na lista vemos clássicos como “Jurassic Park”, “ET” e “Star Wars IV – Uma Nova Esperança”, o filme mais antigo da lista, de 1977; uma ampla presença do público infantil, com “Rei Leão”, “Procurando Nemo” e “As Crônicas de Nárnia” e a presença dos super-heróis Batman e Homem-Aranha e do feioso e engraçado Shrek.

As maiores bilheterias de todos os tempos:

1. Titanic
2. O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei
3. Piratas do Caribe – O Baú da Morte
4. Batman – O Cavaleiro das Trevas
5. Harry Potter e a Pedra Filosofal
6. Piratas do Caribe – No Fim do Mundo
7. Harry Potter e a Ordem da Fênix
8. O Senhor dos Anéis – As Duas Torres
9. Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma
10. Jurassic Park
11. Shrek 2
12. Harry Potter e o Cálice de Fogo
13. Homem-Aranha 3
14. Harry Potter e a Câmara Secreta
15. O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel
16. Procurando Nemo
17. Star Wars Episódio III – A Vingança do Sith
18. Homem-Aranha
19. Independence Day
20. Shrek Terceiro
21. Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança
22. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
23. ET, O Extraterrestre
24. O Mundo Perdido: Jurassic Park
25. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
26. Homem-Aranha 2
27. O Rei Leão
28. O Código Da Vinci
29. As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa
30. Matrix Reloaded

Esporte: Grand Slam de Tênis


Amigos do SCB, hoje apresentamos uma matéria super interessante sobre o Grand Slam de Tênis. A maioria já deve ter ouvido falar, mas muitos ainda tem dúvidas quanto ao que realmente significa ou nem mesmo sabem o que é realmente. Aqui você poderá sanar suas dúvidas e saber mais sobre esse importantíssimo evento do esporte mundial.

O Grand Slam é a sequência dos quatro principais torneios do mundo: Roland Garros (França), Wimbledon (Inglaterra), Aberto dos EUA (Estados Unidos) e Aberto da Austrália. Eles são considerados os quatro torneios mais importantes do mundo, devido não só ao seu tradicionalismo e nível técnico, mas também pela sua alta pontuação no ranking da ATP (Associação Internacional de Tênis) e ao prêmio pago ao vencedor. Roland Garros, que teve sua primeira edição datada em 1891, é disputado em quadra de saibro, a preferida entre os tenistas. Wimbledon, talvez o mais tradicional e charmoso torneio dos quatro, é disputado em quadra de grama e teve sua primeira partida disputada em 1877. O aberto dos Estados Unidos (na foto), criado em 1881, e do Austrália, disputado desde 1905, são em quadras de superfície dura. A expressão Grand Slam veio de uma associação com outro esporte, o baseball. Quando uma equipe consegue completar, de uma só vez, as quatro bases, ela provoca um "grand slam" (grande barulho) no estádio - ninguém se cansa de aplaudir a incrível jogada. No tênis, quem vence os quatro maiores torneios na mesma temporada consegue um fato tão raro quanto completar as quatro bases sucessivas no baseball, daí a comparação.