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domingo, 1 de março de 2009

Crise Financeira Global: Líderes europeus iniciam cúpula para tentar superar divergências frente à crise

Os líderes da União Europeia (UE) tentam neste domingo (1º) mostrar sua vontade de enfrentar juntos a crise e superar as divergências - como as relacionadas ao protecionismo ou a solidariedade entre o leste e o oeste, que vêm abalando sua credibilidade desde o início deste ano. "É muito importante que, em períodos de dificuldades, nossos cidadãos compreendam que todos os países da Europa trabalham juntos seguindo as mesmas linhas", declarou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, pouco antes da abertura oficial da cúpula, em Bruxelas. "Diante de uma crise sem precedentes como esta que estamos vivendo, esta cúpula demonstra que a UE não pode ficar dividida em linhas norte e sul ou leste e oeste", acrescentou o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, que preside atualmente a UE.

Para provar sua unidade, os dirigentes europeus devem publicar ao final deste encontro um texto afirmando sua crença nos princípios de livre comércio e livre circulação que movem o mercado único europeu, e sua determinação em restaurar o crédito bancário, ainda escasso. Diversos países da Europa central, reunidos em minicúpula antes do início da cúpula dos 27 países, pediram a seus parceiros do ocidente que sejam mais solidários aos problemas de liquidez e de câmbio que alguns deles, principalmente a Hungria e a Letônia, estão enfrentando. Entre outros assuntos políticos, o protecionismo, com o setor automobilístico no centro, vem causando atritos e preocupação na Europa.

Indústria automobilística

A polêmica começou quando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, condicionou a concessão de empréstimos franceses a taxas reduzidas para montadoras a um compromisso de manutenção de suas fábricas na França e de não transferência das mesmas para a República Tcheca ou outros países. Esta condição foi considerada protecionista e inaceitável pelos tchecos, com apoio de inúmeros países da comissão. "Pegar empregos um dos outros com subvenções não é a solução. É melhor reduzir a capacidade de produção", criticou implicitamente neste domingo o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt. Bruxelas e Paris anunciaram sábado um acordo para atenuar esta polêmica. Paris se comprometeu a garantir que as convenções de empréstimo não conterão nenhuma condição de localização (das fábricas), o que levou a comissão a se dizer "satisfeita" com a ausência do caráter protecionista do plano francês. 

Fonte: globo.com

 

domingo, 18 de janeiro de 2009

Economia: Citibank descarta venda.

Caros amigos, o governo americano tenta de qualquer forma evitar que outras instituições bancárias tenham o mesmo fim do Lehman Brothers e do Washintgon Mutual - que fecharam as portas no ano passado, através deste pensamento irá empregar US$ 439 bilhões para ajudar duas das principais instituições financeiras do país: o Bank of America (BofA) e o Citigroup. Logo após este fato, chegou a notícia de que o Citi Brasileiro poderia ser vendido. Com 197 anos de história e muita tradição, o Citi Brasileiro vive uma das suas maiores crises e pode sim ser vendido. Muito por conta do interesse do Bradesco que perdeu a liderança dos ativos após a fusão entre Itaú e Unibanco. O Citi tem um importante papel no varejo de alta renda, é um dos líderes no atendimento a grandes empresas, câmbio de moedas, gestão de caixa e emissão de cartões. Em nota oficial o banco se pronunciou sobre o caso:

"De acordo com o anúncio de realinhamento feito hoje - 17/01/09, o Brasil foi confirmado como estratégico para a companhia e para o futuro do Citi dentro da nova estrutura do Citicorp. Não há nenhuma intenção de vender o negócio no país"

Analistas observam essas declarações e as novidades do mercado com desconfiança, teremos que acompanhar este imbróglio mais de perto.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Crise Internacional: Brasil tem perspectiva melhor que países ricos e outros emergentes, diz OCDE

Grandes economias devem sofrer 'desaceleração profunda'.
Levantamento aponta queda nas perspectivas globais.

Mesmo sem escapar das consequências da crise financeira mundial, o Brasil mantém perspectivas econômicas mais positivas que as dos países ricos e dos demais países do Bric (Rússia, Índia e China). A conclusão é de um relatório divulgado nesta segunda-feira (12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

         O levantamento, que mostra as perspectivas para os 29 países da zona da OCDE além dos quatro principais emergentes, aponta que o Brasil é o único entre eles que não deverá registrar forte desaceleração econômica nos próximos seis meses.
         No relatório do Indicador Composto Avançado, com dados relativos a novembro, a OCDE sinaliza uma desaceleração profunda nas economias da área da OCDE, Rússia, China e Índia, enquanto aponta uma leve desaceleração para o Brasil.

 Pontuação

O relatório da OCDE aponta uma queda de 1,1 ponto na pontuação brasileira em novembro frente à pesquisa de outubro, para 101,2 pontos. Pontuações decrescentes e abaixo de 100 indicam desaceleração profunda. Na comparação com um ano atrás, a pontuação brasileira recuou 2,9 pontos.

A queda, no entanto, é significativamente menor que a registrada pelos demais países do relatório. A maior foi verificada na Rússia, de 13,8 pontos frente a um ano atrás, para 89,9 pontos. Já a menor pontuação é a da China, de 88,5.

O grupo de países da OCDE – 29 economias desenvolvidas – apontou queda anual de 7,3 pontos, para 93,8. Dentro do grupo, foram acentuadas as quedas na Alemanha, de 10,7, e dos Estados Unidos, de 8,7 pontos. O cálculo do Indicador Composto Avançado leva em conta entre cinco e dez indicadores econômicos para cada país.

globo.com