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sábado, 4 de julho de 2009

Leitura: A menina que roubava livros

Olá amigos do SCB! Hoje, na nossa seção de literatura, falaremos sobre o best-seller e ótimo “A menina que roubavas livros”, do escritor australiano Markus Zusak. Realmente é um livro como poucos. A história, ambientada na Alemanha Nazista entre 1939 e 1943, mostra um outro lado do povo alemão. O lado oprimido. Narrada pela própria Morte, e vista sobre os olhos de uma menina órfã, a cada página o leitor se delicia e se emociona com a história de Liesel Meminger. Muito bem escrito, a leitura em nenhum momento se torna monótona ou chata. O leitor se vê preso ao mundo que ao mesmo tempo é bruto e belo, algo que apenas os seres humanos podem proporcionar, fato que assombra a própria Morte. Se procura um excelente livro, leia “A menina que roubava livros”. Apesar do tom pesado e triste que segue o conto do começo ao fim, não é uma tristeza que o deixará se perguntando com o sentido de todo aquele sofrimento, de todo aquele ódio, mas sim uma tristeza bela, de emoções e sentimentos bons que podem aflorar mesmo nos momentos mais difíceis, como numa Grande Guerra. O amor, a amizade e o companheirismo são constantes em todas as suas 479 páginas, e a em cada uma dessas páginas, você se emocionará, em momentos de tristeza, alegria, de esperança, de desespero, de riso e de lágrimas. Se emocionará com a história de uma menina que foi salva pelas palavras, que teve o seu mundo destruído e seu destino posto ao acaso. Realmente um livro que vale a pena.

“Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A menina que roubava livros, ‘é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e a sua existência humana valem a pena'.

Essa mesma conclusão nunca foi fácil para Liesel. Desde o início de sua vida na Rua Himmel, numa área próxima de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O manual do coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.

E foram estes livros que norteariam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado a Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tardes aplicadas ao contexto de sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vandenburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.

Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Alguns apenas passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outros estão mais perto do que parecem. Mas só quem está ao lado por todas as quase 500 páginas de A menina que roubava livros, só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.”

sexta-feira, 10 de abril de 2009

História: 97 anos do Naufrágio do RMS Titanic

Olá amigos do SCB! Na próxima quarta-feira (15), o mundo vai estar lembrando de um dos mais trágicos e conhecidos acidentes da histórima marítima mundial: O naufrágio do super-luxuoso transatlântico Titanic. A história foi amplamente abordada e romantizada por vários filmes, peças e musicais, sendo o mais famoso deles o filme Titanic de James Cameron, de 1997, estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Aqui você poderá saber um pouco mais dos fatos que precederem e ocorreram durante aquela trágica madrugada de 15 de abril de 1912.

O Titanic foi um transatlântico da White Star Line, construído nos estaleiros da Harland e Wolff, em Belfast, Irlanda destinado a competir com os navios Lusitania e Mauretania da empresa rival Cunard Line. O Titanic, juntamente com os seus irmãos da classe Olympic, o Olympic e o ainda em construção Britannic (originalmente chamado de Gigantic), se destinavam a ser os maiores e mais luxuosos navios a operar. Os projetistas foram William Pirrie, diretor de ambas as empresas Harland and Wolff e White Star, o arquiteto naval Thomas Andrews, gerente de construção e chefe do departamento de design da Harland and Wolff, e Alexander Carlisle, o projetista chefe e gerente geral do estaleiro do Titanic. Carlise sugeriu que se usasse no Titanic turcos maiores que poderiam dar ao navio um potencial de transporte de 48 botes salva vidas; isso seria o bastante para acomodar todos os passageiros a bordo. No entanto, a White Star Line, concordando com a maioria das sugestões, decidiu que apenas 16 botes salva vidas de madeira (16 sendo o mínimo permitido pelas leis da época, baseada na tonelagem projetada do Titanic) seriam transportados (também havia quatro botes salva vidas desmontáveis) que no total poderiam acomodar apenas 52% das pessoas a bordo.

A construção do RMS Titanic, financiada pelo americano J.P. Morgan e sua companhia International Mercantile Marine Co., começou em 31 de Março de 1909. O casco do Titanic foi lançado no dia 31 de Maio de 1911, e sua equipagem foi concluída em 31 de Março do ano seguinte.

O Titanic tinha 269,10 metros de comprimento e 28 m de largura, uma tonelagem bruta de 46,328 toneladas, e uma altura da linha d'água até o deck de botes de 18 metros. O Titanic continha dois motores de quatro cilindros de expansão tripla, invertido com motores a vapor e uma turbina de baixa pressão Parsons de três hélices. Havia 29 caldeiras alimentadas por 159 fornos de carvão à combustão que tornaram possível a velocidade máxima de 23 nós (43 km/h). Apenas três das quatro chaminés de 19 metros de altura eram funcionais; a quarta chaminé servia apenas para ventilação; foi adicionada para dar ao navio um olhar mais impressionante. O navio podia transportar um total de 3,547 pessoas, entre passageiros e tripulação e, por transportar correio, usava o prefixo RMS (de Royal Mail Steamer), bem como SS (Steam Ship).

Na sua época, o Titanic ultrapassou alguns, mais seriam na verdade todos, porque nada seria igual se fosse diferente, os rivais em luxo e opulência. Ele ofereceu uma piscina a bordo, um ginásio, banho turco, bibliotecas, tanto em relação à primeira e a segunda classe, squash e um tribunal. As salas da Primeira classe eram enfeitadas com detalhes em madeira, móveis e outras decorações caras. Além disso, o Café Parisiênse oferecia cozinha de primeira classe para os passageiros, com uma varanda de por-de-sol equipada com decorações trellis.

O navio incorporou recursos avançados tecnologicamente, para sua época. Tinha um extenso subsistema elétrico alimentado com geradores de vapor para iluminação total do navio. Ele também ostentou dois telégrafos Marconi sem fio, incluindo um rádio de 1500 watts de potência tripulado por operadores de rádio que trabalharam em turnos, permitindo o contacto e à transmissão de mensagens de muitos passageiros.

A VIAGEM INAUGURAL

O navio começou a sua viagem inaugural de Southampton, na Inglaterra, com destino a cidade de Nova York, Nova York, na quarta-feira, 10 de Abril de 1912, com o Capitão Edward J. Smith no comando. Tal como o Titanic deixou seu cais, ele provocou a aproximação do SS New York, que estava ancorado nas proximidades, rompendo suas amarras e quase se chocando com o navio, a tempo de os rebocadores retirarem o Titanic do canal. O acidente atrasou a partida em uma hora. Depois de atravessar o Canal da Mancha, o Titanic parou em Cherbourg, França, para pegar mais passageiros e parou novamente no dia seguinte em Queenstown (hoje conhecida como Cobh), na Irlanda, antes de prosseguir para Nova Iorque com 2,240 pessoas a bordo.

Algumas das mais proeminentes pessoas em todo o mundo foram viajar em primeira classe. Estas incluíam milionário John Jacob Astor IV e sua esposa Madeleine Force Astor; o industrial Benjamin Guggenheim; Isidor Straus proprietário da Macy's e sua esposa Ida; a milionária de Denver Margaret "Molly" Brown; Sir Cosmo Duff Gordon e sua esposa couturiere Lady Lucille Duff-Gordon; George Elkins Widener e sua esposa Eleanor; John Borland Thayer, sua esposa Marian e seu filho de dezessete anos de idade, Jack; o jornalista William Thomas Stead, a Condessa de Rothes; presidenciais aide Archibald Butt; a autora e socialite Helen Churchill Candee; o autor Jacques Futrelle e sua esposa May, e os seus amigos, os produtores da Broadway Henry e Irene Harris; a atriz de filme mudo Dorothy Gibson, e outros. Também viajaram na primeira classe o diretor da White Star Line, J. Bruce Ismay que surgiu com a idéia do Titanic e o projetista do navio Thomas Andrews, que estava a bordo para observar eventuais problemas e avaliar o desempenho geral do novo navio.

O NAUFRÁGIO

Ao anoitecer de 14 de Abril, o Comandante Smith mandou reforçar a vigia no mastro de proa (frente do navio), e fornecer binóculos. Esses equipamentos não foram encontrados e os vigias tiveram que fazer o seu trabalho apenas com a sua visão. O Comandante Smith retirou-se para os seus aposentos e deixou no comando na ponte o Segundo Oficial Charles Lightoller, que mais tarde foi substituído pelo Primeiro Oficial William Murdoch. A noite estava fria e calma, sem ondulação e sem vento. Somente a luz das estrelas e do Titanic iluminavam a escuridão. Às 22h30, a temperatura da água do mar era gélida, cerca de 0,5º abaixo de zero, o suficiente para matar por hipotermia uma pessoa em apenas vinte minutos.

Às 23h40, os vigias do mastro, Frederick Fleet e Reginald Lee, avistaram uma sombra mais escura que o mar à frente. A imensa sombra cresceu rapidamente e revelou ser um imenso iceberg na direção do navio. Imediatamente o pânico deu lugar aos reflexos e Fleet tocou o sino de alerta do mastro três vezes e ergueu o comunicador para falar com a Ponte de Comando. Preciosos segundos se perderam até que o comunicador foi atendido pelo Sexto Oficial Paul Moody onde Fleet gritou "Iceberg logo à frente". O Primeiro Oficial que ouvira e vira a imensa massa de gelo na direção do navio, entrou na ponte de comando. Gritou, ordenando ao timoneiro Robert Hitchens "tudo a estibordo", e à casa de máquinas, "máquinas a ré toda a força". Na ponte de comando e no mastro de proa, os tripulantes observaram inertes o imenso iceberg vindo em rumo de colisão.

Na casa das máquinas, a correria foi grande. O vapor que estava a ser enviado para os motores tinha de ser fechado, a fim de parar os pistões. Nas salas de caldeiras, os carvoeiros tiveram que parar de alimentar as fornalhas e abrir os abafadores das caldeiras. Quando os enormes pistões estavam quase parados, uma alavanca na base dos motores fora acionada para reverter os giros das hélices centrais, e então as válvulas tiveram que ser novamente acionadas para libertar o vapor para entrar nos motores que começaram a girar no sentido inverso. A hélice central assim que fora acionado o reverso dos motores parou de funcionar, pois este não era acionado pelos motores do navio, mas por uma turbina que era alimentada pela sobra do vapor dos motores.

A proa do navio começa a deslocar-se do Iceberg, e 47 segundos após se ter visto o Iceberg, não se consegue evitar a colisão. Esta ocorre às 23h40, na Latitude 41º 46´N e Longitude 50º 14´W. Arestas do Iceberg colidem com o casco do navio, fazendo com que se soltem os rebites entre as placas de aço, resultando em pequenas aberturas no casco, tendo sido afetados mais de noventa metros de casco deixando abertos os 5 compartimentos estanques. Apenas 20 minutos depois, o convés já tinha começado a inclinar-se.

O vigia Fleet baixa-se no ninho da gávea do mastro de proa e sente o navio tremer e pedaços de gelo são arremessados ao convés da proa. O navio todo treme e na ponte de comando o oficial Murdoch aciona imediatamente o encerramento das portas estanques. Nos porões de carga do navio, a água jorra com imensa força. Seguiu-se então um estrondo e a água do mar rompeu por toda a lateral da sala de caldeiras número seis. As primeiras vítimas foram cinco operários que lutavam para manter seguras as correspondências na sala de correios inundada logo após a colisão. Morreram todos afogados tentando salvar as cartas que rumavam para a América a bordo do navio.

Com o abanão provocado pela colisão, muitos passageiros acordaram. O Comandante Smith dirigiu-se imediatamente para a ponte de comando e foi informado do ocorrido. Ordenou imediatamente a paragem total das máquinas. Com a paragem das máquinas, um barulho ensurdecedor é ouvido na área externa do navio, devido à grande quantidade de vapor expelido.

O Comandante Smith chamou o Engenheiro-chefe, Thomas Andrews, e solicitou um exame das avarias. Após alguns minutos, Andrews selou o destino do Titanic dizendo: "O navio vai afundar, temos menos de duas horas para evacua-lo". Bruce Ismay, Presidente da White Star Line e o Comandante Smith mostraram-se incrédulos com o relato. "O Titanic não pode afundar" - menciona Ismay - "é impossível ele afundar". Haviam sido atingidos 5 compartimentos estanques. Com quatro compartimentos, o Titanic ainda conseguiria flutuar, mas o peso de cinco compartimentos cheios de água a proa inundaria, fazendo com que a água atravessasse para os outros compartimentos, por cima das portas estanques. A água do sexto compartimento passaria para o sétimo compartimento, depois para o oitavo compartimento, e assim por diante.

Por volta das 0h01 do dia 15 de Abril, o Comandante Smith dirige-se à cabine de telégrafos e solicita para que os operadores do turno, Jack Phillips e Harold Bride, enviem a posição do navio junto com um pedido de ajuda. "SOS. Abalroamos um Iceberg. Afundamento rápido. Venham ajudar-nos". Foi a primeira vez que o sinal internacional de SOS por rádio , foi utilizado num acidente, pois o primeiro navio a enviar um SOS foi o Arapahoe em 1909 quando se encontrava perdido. O navio de passageiros Carpathia, da "Cunard Line", estava a quatro horas de distância do Titanic. Foi o primeiro a acorrer ao local. O rádio operador do Carpathia antes de ir dormir, efetuou uma última verificação às comunicações e captou a mensagem do Titanic. Próximo ao Titanic, havia um navio que era visível, possivelmente o SS Californian. O seu telegrafista não recebeu os pedidos de ajuda, pois acredita-se que estava dormindo. Não era comum manter telegrafistas trabalhando durante a noite. Após o desastre do Titanic isso tornou-se obrigatório.

Às 0h05, o Comandante Smith reuniu os oficiais e informou-os do ocorrido. Solicitou que os passageiros fossem acordados e que se dirigissem ao convés onde se encontravam os botes salva-vidas para serem evacuados. Sabiam que o número de botes era suficiente para apenas pouco mais da metade das pessoas a bordo, mas mesmo assim pediu para não haver pânico. Os empregados começaram a passar de cabine em cabine na primeira e segunda classes, acordando os passageiros, solicitando para colocarem os coletes salva-vidas e para que se dirigissem para o convés dos botes imediatamente. Enquanto isso, os passageiros da terceira classe permaneciam reunidos e trancados no grande salão da terceira classe junto à popa (parte de trás do navio). Muitos passageiros revoltaram-se, e alguns aventuraram-se pelos labirintos de corredores no interior do navio para tentar encontrar outra saída. Alguns conseguiram escapar com vida, mas muitos deles acabaram sepultados dentro do Titanic. A evacuação havia sido feita de acordo com as classes sociais a que os passageiros pertenciam, valor até então aceitável.

Às 0h31, os botes começam a ser preenchidos com "mulheres e crianças primeiro". Os primeiros botes foram lançados sem ter a lotação máxima permitida. Lightoller segue com rigor as ordens de embarcar somente mulheres e crianças.Entretanto,a estibordo do navio o Primeiro Oficial Murdock permitia a entrada de homens solteiros e casais nos botes,após a entrada de mulheres e crianças,e fazia os botes descer completamente cheios,mesmo com homens,e por isso,muitos homens que se salvaram devem a sua vida a esse oficial. Alguns sobreviventes relataram que a sensação ao caminhar no convés de botes era como a de estar descendo um monte.

Como o navio que estava próximo não respondia, nem aos sinais do telégrafo, nem aos sinais da lanterna, às 0h45, o Capitão Smith manda que fossem disparados os foguetes de sinalização. É arriado o primeiro bote salva-vidas n.º 7,com apenas 27 pessoas. A fim de evitar o pânico, o capitão solicitou que a orquestra de bordo viesse tocar junto ao convés dos botes para acalmar os passageiros. A tradição diz que a banda foi para o fundo a tocar "Nearer My God to Thee". Segundo o testemunho do segundo operador de rádio, estava a tocar "Autumn", um hino episcopal.

Enquanto isso, Thomas Andrews tenta ajudar do jeito que pode, ajudando os passageiros a porem os coletes salva-vidas, mesmo sabendo que seu esforço não salvará muitas vidas.

Ás 1h25,a inclinação do convés fica maior. Ordens são dadas para que os botes deçam mais cheios.Thomas Andrews,o engenheiro-chefe, ajuda na decida dos botes fazendo com que eles sejam devidamente cheios. A água já atinge o nome do Titanic pintado na proa. O navio começa a se inclinar para bombordo. Andrews é visto pela última vez na sala para fumantes da primeira classe.

Enquanto que nos primeiros botes tinha que se implorar para que as pessoas entrassem, fazendo muitos deles descer praticamente vazios, nos últimos, o tumulto era bem visível. Relatam-se tiros para conter os mais afoitos. Faltando pouco mais de dois botes para deixar o navio, os passageiros da terceira classe são liberados. Restavam apenas esses dois botes e os dois desmontáveis que ficavam junto à base da primeira chaminé. Devido a confusão, Lightoller sacode sua pistola no ar e provalmente atira para manter o controle durante a decida do desmontável ´´D``. A água gélida já invadia os convés, quando os botes desmontáveis conseguiram ser lançados.

Às 2h05, é arriado o último bote salva-vidas, o desmontável "D",com 44 pessoas. Às 2h10, é enviado o último sinal pelos telegrafistas. O Capitão Smith ordena "cada um por si" e não é mais visto por ninguém. Já com a proa mergulhada no mar e a água a atingir o convés de botes, o pânico é geral. Heroicamente, os operários da sala de eletricidade resistem até ao final para manter as luzes enquanto podem. Às 2h18, as luzes do navio falham.

A primeira chaminé, não aguentando mais a pressão exercida sobre ela, tomba n'água, vítimando dezenas de pessoas nos convés e n'água, inclusive, John Jacob Astor IV, homem mais rico do navio. O mesmo acontece com a segunda chaminé. A água gélida avança rapidamente, arrasando tudo o que há pela frente. Muitos são sugados pelas janelas para dentro do navio pela força das águas. A popa do Titanic sobe, mostrando suas imponentes hélices de bronze. O navio parte-se em dois e caem as duas chaminés que restavam. Enquanto a proa submerge, a mesma arrasta a popa, deixando-a na vertical e, segundos depois e totalmente submersa, desprende-se e começa a afundar. Depois a popa flutua por dois minutos e também começa a afundar. Às 2h20 o navio mergulha a pique pelas profundezas do oceano.

Dos botes, os passageiros assistem às sombras do navio afundado para sempre no meio de milhares de gritos de pavor e pânico. Mais de 1.500 pessoas estavam agora lançadas à água congelante. Após a popa desaparecer, alguns segundos de silêncio são seguidos por uma fina névoa branca acinzentada sobre o local do naufrágio. Esta névoa foi provocada pela fuligem do carvão e pelo vapor que ainda havia no interior do navio. O silêncio que parecia imenso deu lugar a uma infinita gritaria por pedidos de socorro. Os que não morreram durante o naufrágio agora lutavam para se manter vivos nas águas, tentando agarrar qualquer coisa que boiasse. Aos passageiros dos botes não restava nada a fazer a não ser esperar passivamente por socorro. Mas um bote não se limitou esperar. O bote número 14 comandado pelo Quinto Oficial Harold Lowe aproximou-se de outro, transferiu os seus passageiros e retornou ao local do naufrágio para recolher alguns possíveis sobreviventes. Praticamente todos já haviam morrido de hipotermia. Apenas 6 pessoas foram resgatadas ainda com vida.

Às 4h10, de 15 de Abril de 1912, o navio Carpathia resgata o primeiro bote salva-vidas. No local, apenas duas dezenas de botes flutuando dispersos entre os destroços. Assim que os primeiros raios de Sol surgiram no horizonte, outros navios começaram a chegar na área do naufrágio. Entre eles, o Californian. Mas nada mais havia a fazer a não ser resgatar os corpos que boiavam. A recolha do último salva-vidas, o desmontável B, que estava virado de cabeça para baixo, aconteceu às 8h30. O Carpathia ruma a Nova York com os sobreviventes pelas 8h50. Das 2.223 pessoas a bordo, apenas 706 foram resgatadas. Mais de 1.500 morreram. Os tripulantes sobreviventes receberam cuidados no American Seamen's Friend Society Sailors' Home and Institute (Lar e Instituto da Sociedade Americana dos Amigos dos Marinheiros), sede da Sociedade Americana dos Amigos dos Marinheiros.

Depois disso, o nome Titanic, ficou como símbolo de uma das maiores tragédias marítimas da História. O Capitão Smith e o engenheiro-chefe Thomas Andrews permaneceram no navio. No entanto, Bruce Ismay, Presidente da White Star Line, embarcou num dos últimos botes que deixou o navio. A sociedade da época nunca o perdoaria por esse feito.

Para a Comissão de Inquérito dos EUA foram 1.517 vítimas, para a Câmara de Comércio Britânica foram 1.503 vítimas, enquanto que para a Comissão de Inquérito Britânica foram 1.490 vítimas. O número da Câmara de Comércio Britânica parece o mais convincente, descontado o fogueiro Joseph Coffy e o cozinheiro Will Briths Jr., que desertaram em Queenstown. Dois inquéritos posteriores viriam a julgar os culpados pela tragédia: um britânico e quatro estadunidenses. Com a perda do Titanic e das centenas de pessoas dessa tragédia, as leis que regiam a construção de transatlânticos foram alteradas. Todos os navios construídos depois do Titanic teriam que ter botes salva vidas para todos a bordo. Os telegrafistas teriam que ficar a trabalhar durante a noite. A Patrulha Internacional do Gelo foi criada para monitorizar, alertar e até destruir Icebergs que viessem a oferecer riscos à navegação.

Hoje, tempos depois, muitos dizem que se os vigias estivessem com seus binóculos e os pistões do navio não estivessem a toda velocidade, o que tornaria a manobra do navio muito mais fácil, a tragédia poderia ter sido evitada. Porém, o pior dos fatos é saber que se o operador de rádio do Californian estivesse acordado ou ao menos tivesse conferido as últimas mensagens antes de se deitar, talvez todas as vidas do navio teriam sido salvas, visto que se acredita que o Californian estava a apenas 1h do Titanic.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Oscar 2009 - Os Vencedores!

Olá amigos do SCB! Finalmente conhecemos os filmes agraciados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o famoso Oscar. 
Na foto: Kate Winslet é cumprimentada por Sophia Loren após o Premio de Melhor Atriz por "O Leitor".

Assim como em todos os anos anteriores, a premiação foi repleta de grandes personalidades. O evento foi apresentado por Hugh Jackman, em noite inspirada e divertida, que fez a exibição das principais indicações em sua melhor forma. Ben Stiller roubou a cena dando um toque de comédia pastelão à festa. Belas atrizes também marcaram presença, caso de Beyoncé Knowles, Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Sophia Loren e Halle Barry. Penélope Cruz foi a primeira agraciada da noite, com a estatueta de melhor atriz coadjuvante. Um dos momentos mais importante da noite ficou para o prêmio de ator coadjuvante, conquistado por Heath Ledger, seus pais e sua irmã foram ao palco, já que o ator é falecido. Aplaudido de pé, Ledger foi homenageado e emocionou a muitos no grande teatro. Vele lembrar que a Academia reluta em dar premiações póstumas (o último foi em 1976), mas ninguém poderia negar o brilhantismo de Ledger na pele do "Curinga". "Quem quer ser um milionário" foi o maior vencedor da noite, o melhor filme recebeu outras 7 estatuetas. O filme teve um simbolismo cinematográfico na cerimônia, visto que uniu uma produção de Bollywood, capital indo-asiática do cinema, com Hollywood. "O curioso caso de Benjamin Button", dono do maior número de indicações, 13 no total, recebeu apenas 3 prêmios. A fantasia do homem que nasce velho e rejuvenesce ao longo da vida, vivendo várias experiências e amando de todas as maneiras possíveis não conquistou os jurados, apesar da ampla aceitação por parte do público. "Batman – O cavaleiro das trevas" e "Milk" conquistaram 2 cada um. A melhor atriz ficou mesmo para Kate Winslet. Alguns especialistas afimavam que Meryl Streep levaria, porém a bela Winslet confirmou sua brilhante carreira com a premiação. Em um momento de descontração, Winslet disse a Streep: "Meryl, dessa vez você vai ter que se conformar". Visivelmente emocionada, Winslet levou o prêmio a muito tempo merecido. Sean Penn levou o Oscar de melhor ator e fez o discurso mais longo e mais político da noite. Em seu pronunciamento deu ênfase a situação gay nos EUA e no mundo e criticou os eleitores da Califórnia, que em um referendo realizado no estado, negaram a legalização do casamento gay na constituição estadual. A cerimônia contou com a já tradicional homenagem aos artistas e colaborados mortos no período entre prêmios; com a presença de ganhadores do Oscar em ocasiões anteriores para a premiação de melhor ator e atriz e também a exibição das trilhas sonoras, que nesse ano teve apenas três indicados e foi boicotado pelo intérprete da música tema de "Wall.E", que seria obrigado a cantá-la em versão reduzida.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Oscar 2009 - Opine, Vote e Torça!

Olá amigos do SCB! Trazemos hoje uma enquete (no lado esquerdo da página) para sabermos a sua opinião sobre qual produção cinematografica levará o Oscar de Melhor Filme em 2009. A disputa será acirrada, visto que todos os filmes indicados tem potencial para a concepção de tal honra. São eles "Quem quer ser um milionário", filme do diretor Danny Boyle que conta a história de um menino indiano tentando vencer na vida; "Frost/Nixon" mostra a história do escandalo de Watergate, que derrubou o então presidente dos EUA, Richard Nixon, vista pelo lado de um jornalista que cobriu o caso; "O curioso caso de Benjamin Button", com Brad Pitt e Cate Blanchett, traz o drama de Benjamin Button (vivido por Pitt), um homem que nasce com 80 anos e rejuvenesce com o passar dos anos, tornando-se cada vez mais jovem. O filme é o que tem mais indicações ao Oscar (13); "O Leitor" traz Kate Winslet ("Titanic" e "Brilho eterno de uma mente sem lembranças") e Ralph Fiennes ("O Jardineiro Fiel" e "Harry Potter"), contando a história de um homem (Fiennes) relembrando um amor juvenil por uma mulher mais velha que fora julgada pelos nazistas; e por fim temos "Milk - A voz da liberdade", contracenado por Sean Penn, que interpreta Harvey Milk, primeiro político gay a ser eleito nos EUA. Fiquem a vontade, votem e torçam pelo seu filme preferido! 

A cerimônia do Oscar acontece neste domingo (22), em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, e será transmitida para cerca de 200 países e contará com a presença de várias estrelas do cinema e da mídia. 

Você pode conferir o trailer de cada filme clicando nos links a seguir: "Quem quer ser um milionário"; "Frost/Nixon"; "O curioso caso de Benjamin Button"; "O Leitor"; "Milk - A voz da liberdade".

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Cinema: Estreias da Semana.

Caros amigos, nesta sexta 23/01 temos algumas estreias legais. O destaque fica para os 'românticos' , Austrália e Surpresas Do Amor. É hora de separar um horário e assistir algum desses filmes.

Austrália - Romance épico
* Elenco: Nicole Kidman, Hugh Jackman.

Durante a Segunda Guerra, uma aristocrata britânica(Kidman) herda uma enorme porção de terras na Austrália. Ao chegar lá, logo se depara com um barão do gado que quer armar um plano para tomar as terras da forasteira. Ainda que inicialmente relutante, ela vai unir suas forças a um rústico vaqueiro(Jackman), com quem vai conduzir duas mil cabeças de gado pelas mais remotas regiões do país. Mas, em Darwin no interior da Austrália, eles irão enfrentar bombardeios dos mesmos japoneses que atacaram Pearl Harbor alguns meses antes.

Surpresas Do Amor - Comédia romântica
* Elenco: Reese Witherspoon, Vince Vaughn.

Jovem casal passa por momentos surreais no final de ano. Ambos têm os pais separados e com a chegada do natal precisam se dividir entre quatro famílias para as comemorações.

Um faz de conta que acontece - Comédia para todas as idades
* Elenco: Adam Sandler, Keri Russell

Arquiteto que já tem os dias atarefados vê sua vida se tornar uma loucura ainda maior quando as histórias de ninar que costuma contar para os sobrinhos começam a virar realidade.

Juventude
- Comédia dramática
* Elenco: Domingos de Oliveira, Paulo José, Aderbal Freire Filho.

David, Antonio e Ulisses foram amigos a vida toda. Desde sua reunião, ainda adolescentes, para uma representação colegial de "A Ceiados Cardeais", de Julio Dantas, o clássico português. Passados 50 anos, reúnem-se uma noite para comemorar seu encontro e efetuarem um balanço das suas vidas e, particularmente, seus amores. Trata-se de um estudo da psicologia e problemática dos homens entre 65 e 70 anos. O trabalho contém na sua gênese a intenção de resultar num filme belo e profundo, além de engraçado que estude sem medo e francamente a situação psicológica e filosófica dos "cardeais", homens inteiros ainda sem os beneplácitos da senilidade, no entanto próximos e diante de seu próprio fim.

Crítica detalhada no G1.com.br

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

História e Cultura: Mitologia Greco-Romana - Deuses

Olá amigos do SCB!

Vocês que acompanham nosso blog sabem do nosso compromisso de informar a todos sobre os mais variados assuntos de uma maneira prática e dinâmica, tanto no âmbito de atualidades globais e notícias sobre o Brasil e o mundo quanto em pesquisas históricas, curiosidades e cultura. Trazemos nessa matéria um pouco de um tema que fascina muitos apreciadores da boa arte e história: A Mitologia Grega. Neste primeiro momento, vamos apresentar sua forma mais simples e popular desta vasta e rica gama dessa cultura singular: Os principais deuses da antiga religião grega, também chamados Deuses Olímpicos. Espero que gostem!


Os Deuses do Olimpo

Zeus (na figura)

É o senhor do Olimpo. Destronou Cronos, o seu pai, para reinar no Olimpo. Representa a ordem e a vitória da humanidade sobre as forças selvagens da natureza (No caso, representadas pelos titãs). É ele quem distribui o bem e o mal e governa toda a humanidade. O seu símbolo é o trovão e a águia. Zeus devorou a sua primeira esposa, Métis, quando esta estava grávida de Atena, a deusa da sabedoria, com medo de que a criança viesse a ser um dia mais poderoso do que ele. No entanto, Atena acabou por irromper da cabeça de Zeus quando Hefesto lhe abriu ao meio com um machado. Hera foi a sua segunda esposa, apesar de Zeus ter gerado filhos de muitas deusas e mulheres. Entre os seus descendentes contam-se Apolo, Ártemis, Dionísio, Hércules, graças, musas, Quíron, Perséfone, Hebe, Hermes, Minos, Perseu, Perséfone, Castor e Pólux entre outros.


Hera

Equivalente, em Roma, a Juno, deusa protetora das mulheres e do casamento e do nascimento. É irmã e esposa de Zeus, e mãe dos deuses Hefesto e Ares.


Atena

Deusa da guerra justa, da sabedoria, das artes, da estratégia e ofícios, equivalente, em Roma, a Minerva. Atena era filha de Zeus, tendo nascido da sua cabeça, já completamente desenvolvida. Na Odisséia, de Homero, é a protetora de Ulisses e do seu filho Telêmaco. O seu principal centro de culto era a cidade de Atenas, disputada para ser adorada por Atena e Posseidon. Posseidon ofereceu uma fonte de água salgada para os habitantes da cidade, enquanto que Atena ofereceu uma oliveira. Os atenienses optaram pela deusa e assim a cidade passou a se chamar Atenas. O Partenon, situado na acrópole da cidade é o maior templo dedicado à deusa e até hoje atrai visitantes de todo o mundo. O mito do nascimento de Atena é de particular importância para entendermos a mentalidade dos gregos. Zeus tomara Métis (Sabedoria, Prudência) como primeira esposa. Estando ela grávida de Atena, o deus a engoliu, para que ela não tivesse um filho mais poderoso que o pai. Atena nasceu, então, da cabeça de Zeus quando este foi atingido na cabeça durante uma batalha. Nesse momento a deusa Atena saiu de dentro do ferimento da cabeça do pai, completamente desenvolvida e armada, pronta para defender seu pai.


Eros

Filho de Ares e Afrodite, em algumas versões considerado filho do Caos, sua versão romana é a de Cupido, ele é o deus do amor.

 

Posseidon

Na mitologia grega, Posseidon e o deus do mar. E o terceiro filho dos titãs Cronos e Réia e irmão de Zeus e Hades. O deus equivalente na mitologia romana é Netuno. Também conhecido como deus dos terremotos e dos cavalos. O símbolo mais associado a Posseidon e o tridente.


Héstia

Filha de Cronos e Réia, irmã de Hera, Zeus, Posseidon, Hades e de Deméter. É deusa virgem da lareira e do lar, seu nome romano é Vesta.

 

Apolo

Segundo as mitologias grega e romana, é o deus da luz do Sol, da música, da poesia e da profecia, e ainda o protetor das musas. É irmão gêmeo de Ártemis, filho de Zeus e Latona. Apolo é representado nas estátuas da antiguidade como um deus muito belo, personificando o ideal grego de beleza masculina. Eram particularmente importantes os cultos que lhe eram prestados em Delos, onde teria nascido, e em Delfos, onde se situava o seu principal santuário. Apolo é constantemente confundido com Hélio, um antigo deus grego também associado ao sol.

 

Ártemis

Segundo a mitologia grega, a deusa da castidade, dos animais selvagens, da luz da Lua e da caça (a romana Diana). Irmã gêmea de Apolo, era adorada em centros de culto espalhados um pouco por todo o mundo grego, sendo um dos maiores o templo de Ártemis que se situava em Éfeso. Este enorme templo, várias vezes reconstruído nos tempos da antiguidade clássica, era uma das Sete Maravilhas do Mundo. Ártemis é constantemente confundida com Selene, outra deusa associada à Lua.


Deméter

Filha de Cronos e Réia, é a deusa da colheita. Seu nome em grego significa mãe da terra (de=terra, meter=mãe). Deusa responsável pelas estações. Teve uma linda filha com Zeus, chamada Perséfone. Hades, deus dos infernos (submundo), ficou encantado com a sua beleza e resolveu raptá-la para levá-la para seu reino. Após o rapto de Perséfone, Demeter saiu em sua busca durante 9 dias e 9 noites, mas em vão, já que ninguém sabia onde estava a sua filha. Então Hélio, o deus que tudo vê, lhe contou o que tinha acontecido. Zeus ficou indiferente, então, Deméter passou a viver na terra, em Ática, e decidiu que não só ela ficaria de luto pela perda da filha, como toda a natureza também. Todas as plantas começaram a morrer e as pessoas começaram a morrer de fome. Zeus ficou preocupado e instruiu Íris para conversar com Demeter, mas de nada adiantou. Zeus então enviou Hermes para conversar com Hades. Hades concordou em liberar Perséfone, mas lhe deu uma semente para comer. Com esse truque de lhe dar uma comida do submundo ele conseguiu garantir que Perséfone voltaria para ele. Quando ela voltou para a sua mãe, as flores brotaram e toda a terra foi coberta de verde e assim foi por 8 meses, enquanto Perséfone ficou junto da sua mãe, mas nos 4 meses seguintes ela retornou ao submundo e por lá permaneceu por 4 meses, nesse período sua mãe entrou de luto e com ela toda a natureza. Todo ano esse ciclo se repete.


Hermes

Equivalente, em Roma, a Mercúrio. Filho de Zeus e Maia, tinha a função de mensageiro dos deuses. Usava sandálias com asas, um chapéu de abas largas, e segurava uma vara (caduceu) onde se enrolavam duas serpentes. Hermes era o protetor dos ladrões, viajantes e mercadores.

 

Dionísio

Na mitologia grega, o deus do vinho é filho de Sêmele e de Zeus, e também deus do excesso orgiástico. Era servido por mulheres, as ménades, de quem se dizia serem capazes de despedaçar um animal apenas com a força dos seus braços, quando sob a influência do deus. Foi identificado com o deus romano Baco, cujos ritos eram menos cruéis e deram origem aos bacanais.

 

Afrodite

Segundo a mitologia grega, é a deusa do amor e da beleza. Por vezes, considera-se que é filha de Zeus (por exemplo, nos textos de Homero), outras vezes diz-se que nasceu da espuma do mar (como nos textos de Hesíodo). Casada com Hefesto, o deus do fogo, era-lhe infiel. É a mãe de Hermafrodito (com Hermes), Eros, o deus do amor, Anteros, Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Hymenaios e Priapo (com Dionísio) e Enéias (com o mortal Anquises). A deusa equivalente na mitologia romana é Vênus.

 

Hefesto

Deus do fogo, dos metais e da metalurgia, filho de Zeus e Hera. Trabalhava admiravelmente os metais e construiu inúmeros palácios de bronze, além da esplêndida armadura de Aquiles e o cetro e a égide de Zeus. Segundo uma tradição, nasceu coxo, pelo que sua mãe lançou-o do alto do monte Olimpo, foi recolhido por Tétis e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos. Voltando ao Olimpo, ao defender Hera contra Zeus, este atirou-o do céu e, precipitando durante um dia inteiro, caiu na ilha de Lemos. Suas forjas, com vinte foles, foram depois do Olimpo colocadas no Etna, onde tinha os Ciclopes como companheiros de trabalho.

 

Ares

Deus da Guerra. Seu símbolo era o cão ou o abutre. Pai de Rômulo e Remo, que fundaram Roma. Era mais cultuado pelos romanos do que pelos gregos. Ele se preocupava com a querra e a batalha, e entrava rapidamente em uma briga. Marte em Roma.

 

Hades

Irmão de Zeus e Posseidon, Hades divide com eles o domínio do Universo. Enquanto o primeiro detém os Céus e o segundo os Mares, Hades é o senhor do mundo subterrâneo, a morada dos mortos, que comporta o Inferno ou Hades, local genérico para a moradia dos mortos, o Tártaro, abrigo dos grandes criminosos e inimigos dos deuses, e o os Campos Elíseos, habitação dos bem-aventurados, virtuosos e benquistos dos deuses. As pessoas evitavam dizer seu nome, e diziam "apelidos", como Plutão, que deu nome ao deus romano.